5 emoções que não são exclusivas dos humanos

Animais com emoções

5 emoções que não são exclusivas dos humanos

Macaco-prego com a língua estirada
O sistema nervoso dos humanos tem semelhanças impressionantes com o de alguns animais, especialmente de outros mamíferos

A capacidade de sentir prazer, dor e medo não é exclusiva dos seres humanos. Ela é, na verdade, vital para a sobrevivência de seres de várias espécies.

Mas, o que acontece com emoções mais complexas, como a capacidade de sofrer pela perda de um ente querido ou de sentir indignação quando consideramos que fomos injustiçados?

A biologia evolutiva e as ciências do comportamento e do cérebro têm demonstrado que o sistema nervoso dos humanos tem semelhanças impressionantes com o de alguns animais, especialmente de outros mamíferos.

Por isso, não deveria surpreender que o experiente primatólogo e antropólogo espanhol Pablo Herreros garanta que algumas emoções que muitas vezes consideramos exclusivamente humanas não sejam experimentadas apenas pelos homens.

Aqui estão 5 exemplos extraídos de seu livro A Inteligência Emocional dos Animais.

 

1. Senso de justiça

Macaco-pregoEspécies como macacos-prego podem diferenciar o certo do errado

Uma pessoa com inteligência mediana é capaz de distinguir entre o que é justo e o que não é. Primatas como os macacos-prego também possuem essa capacidade.

Esses mamíferos se negam a cooperar quando sentem que foram tratados injustamente, de acordo com um estudo do Yerkes Primate Center, em Atlanta, nos Estados Unidos.

Os cientistas desse centro executaram um experimento no qual davam pedaços de pepino a um grupo destes macacos em troca de cartões de plástico.

Depois, um dos pesquisadores deu a apenas um dos animais uma uva – alimento que eles preferem ao pepino.

Logo em seguida, os demais se recusaram a continuar colaborando. Alguns até jogaram os pedaços de pepino nos rostos dos cientistas.

2. Desejo de vingança

ElefanteOs elefantes estão entre os capazes de expressar esse sentimento

Se a ideia de vingança já passou alguma vez pela cabeça de quase todos os humanos, não há razão para pensar que o mesmo não aconteça com alguns animais.

Aliás, é famoso o episódio registrado na Índia em 2016, quando uma manada de elefantes invadiu a aldeia de Ranchi, no nordeste do país, forçando os moradores a fugirem para sobreviver.

Os elefantes buscavam o corpo de uma fêmea que havia morrido após cair em um canal de irrigação.

Outros animais também se mostraram rancorosos e vingativos com adestradores agressivos.

Os chimpanzés, por exemplo, guardam em seus cérebros quem são seus amigos e seus inimigos. Se um agride o outro, seus companheiros podem se vingar.

3. Amor materno

Um macaco com seu filhoteComo em outras espécies, o sentimento materno das mães primatas já foi demonstrado pela ciência

Os seres humanos que têm filhos tendem a ser amorosos e protetores com eles. De tão conhecida, a frase “Não há amor como o de uma mãe” já até virou clichê.

E, em seu livro, Pablo Herreros compila vários exemplos de amor materno de animais que cuidaram de suas crias com tanta paixão como o faria uma pessoa.

Este foi o caso de Christina, uma chimpanzé da Tanzânia cujo filhote nasceu com uma condição que provoca sintomas similares aos da Síndrome de Down e uma hérnia que o impedia de sentar sozinho.

Pesquisadores da Universidade de Kyoto, no Japão, testemunharam o extremo cuidado desta mãe, que às vezes deixava de comer para cuidar de seu bebê.

A filhote morreu aos dois anos de idade. E na época, Christina não deixou que outros a carregassem, como se soubesse que ninguém poderia fazer isso melhor do que ela.

O caso de uma mãe elefante e sua filha – que foi roubada da manada para ser levada a um campo de trabalho – também mostra esse lado das emoções no mundo animal.

Três anos depois elas se reencontraram após esforços de uma organização conservacionista. As duas ficaram quietas durante uma hora, mas, depois, começaram a unir suas trombas e a se acariciar.

4. Sofrimento por amor

Duas ararasAs araras, por exemplo, podem não suportar a perda de um companheiro

Rompimentos amorosos e a perda do parceiro, ou da parceira, são motivos de sofrimento para muita gente.

E Herreros destaca em seu livro como as araras, que são fiéis a seus parceiros a vida inteira, são criaturas especialmente frágeis diante deste tipo de perda.

Por exemplo, se um dos dois morre repentinamente, é difícil para o outro suportar: ele geralmente para de comer e enfraquece.

Alguns chegam a perder tanta força que não conseguem mais se agarrar aos penhascos onde vivem e acabam caindo no vazio, morrendo esmagados contra as rochas.

Uma forma de suicídio por amor?

5. Capacidade de confortar o outro

Dois ratos do campoRatos, assim como golfinhos, cães e elefantes, entre outros, são capazes de confortar um parceiro que está sofrendo

Não são apenas as pessoas que são capazes de ter empatia e sentir compaixão pelos outros.

Um estudo publicado na revista Science em 2016 demonstrou que animais como ratazanas ou ratos do campo são capazes de perceber quando seus pares estão sofrendo, e de oferecer a eles conforto.

Ao colocar um desses roedores junto com outro altamente estressado, os pesquisadores mostraram que o animal que estava bem era extremamente cuidadoso com o outro, para fazê-lo se sentir melhor.

Quando fazia isso, o cérebro do roedor estressado gerava oxitocina – conhecida como “o hormônio do amor” – que o fazia recuperar a sensação de bem-estar.

Outros estudos mostraram que os chimpanzés confortam vítimas de agressão. Algo semelhante acontece com golfinhos, elefantes e cachorros.

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Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-47415949

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Sobre o Autor

Sergio Enrique mostrando cérebro na hipnose

Prof. Sergio Enrique Faria

Sergio Enrique Faria é diretor do Estúdio da Mente. Psicanalista, Parapsicólogo, Hipnoterapeuta, Coach, Trainer e Master Practitioner Internacional em PNL – Programação Neurolinguística.
Doutorando em Ciências da Educação, Mestre em Comunicação, Pós-graduado em Neurociência Clínica e Educacional. Pós-graduado em Neuropsicologia, Pós-graduado em Neuropsicopedagogia, Pós-graduado em Psicanálise Clínica, Pós-graduado em Didática e Metodologia do Ensino Superior, Pós-graduado em Comércio Exterior e Bacharel em Administração de Empresas, Líder de Aprendizagem certificado pela Harvard University (EUA).
Palestrante, treinador e Professor universitário em cursos de pós-graduação e MBA. Autor e coautor dos livros: “Vendas e Negociação com PNL – como entrar nas mentes de seus clientes”. “Manual completo de PNL – Estratégias de grandes especialistas da Programação Neurolinguística para alcançar a excelência” e “Educação 2008 – As mais importantes tendências na visão dos mais importantes educadores”. 

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