Como reduzir o medo na hora da vacina

Homem com medo de vacina

A vacinação no Brasil segue promovendo esperança a muita gente. Mas além dos negacionistas, que já deixaram claro não acreditarem na eficácia e segurança dos imunizantes, algumas pessoas também estão sofrendo pelo medo da sensação de incômodo da hora da aplicação. O receio da dor na hora da picada é real: algumas pessoas chegam até a evitar a aplicação da vacina ou de outros procedimentos médicos que envolvam agulhas, como exames e até tratamentos.

Em casos extremos, quando o medo de agulhas se torna patológico, ele é considerado uma fobia. A aicmofobia pode provocar vômitos e desmaios antes do procedimento, e o sofrimento deve ser tratado com psicoterapia ou hipnoterapia. O prof. Sergio Enrique Faria, hipnoterapeuta diretor do Estúdio da Mente conta que já tratou vários casos de adultos com medo de agulhas com sucesso.

Para a maioria das pessoas, no entanto, o receio de receber a tão desejada aplicação pode ser amenizado com a simples presença de alguém conhecido: um acompanhante que pode ser um familiar ou até mesmo um amigo próximo que permaneça ao seu lado segurando a sua mão.

“Se você tem um vínculo afetivo com essa pessoa, você confia nela e sente-se seguro ao lado dela. Isso, sem dúvida, tem um impacto positivo naquele momento de dor, medo ou desconforto”, afirma Gabriela Noronha Fortes, psicóloga da Pró-Saúde com atuação no Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, no Pará.

Suporte emocional

Impedir que a dor aconteça talvez seja impossível. No entanto, ter alguém para segurar a sua mão durante um momento difícil ajuda na forma como lidamos com aquela situação.

Essa é a conclusão de um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Os cientistas analisaram qual era o papel do toque —no caso, um simples segurar de mãos entre parceiros românticos – na redução de dores emocionais.

O resultado foi que, embora o toque entre parceiros não tenha reduzido a dor, ele trouxe sensação de acolhimento aos participantes, que puderam, então, desenvolver respostas adaptativas para lidar com aquele desconforto.

Para quem passa por um processo de hospitalização, esse apoio é ainda mais importante, já que os pacientes tendem a sofrer uma “despersonalização” uma vez que entram para tratamento. “O acompanhante, então, serve como uma conexão com a sua própria história, pois ele conhece aquele paciente como ninguém, sabe que ele é mais que uma doença”, avalia Fortes.

A presença de alguém de confiança também ajuda em outro momento fundamental: a hora do desabafo. “Talvez ele não se expresse para médicos e enfermeiros, mas precise chorar, esbravejar, ou conversar antes de tomar uma decisão”, avalia Natalia Pavani, psicóloga do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. “Isso ajuda a reduzir o estresse do momento e aumenta a percepção de bem-estar”, acredita.

Uma palavra amiga também conta

No caso da vacinação, o apoio moral também pode ser feito de outra forma: uma conversa de apoio que passe confiança na eficácia dos imunizantes e no processo como um todo. Isso porque, para o paciente, mais do que mil orientações oficiais, o que vale mesmo é a experiência de pessoas próximas de seu círculo social.

“Os relatos de familiares são muito importantes e têm um impacto importante, tanto para o bem como para o mal”, avalia a médica Gisele Feitosa Zuvanov Casado, membro do Departamento Científico de Imunização da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia). “Se a pessoa ouvir que a vacina faz mal de alguém em que confie, por exemplo, é muito provável que se sinta desestimulada e até desista de se vacinar”, afirma.

Casado ainda afirma que, sempre que possível, idosos, crianças e mesmo adultos que tenham medo da vacinação devem ir acompanhados para sentirem-se mais confiantes e serem socorridos, caso passem mal. “É até fisiológico, uma pessoa apreensiva vai ter dificuldades para relaxar o braço e a aplicação vai doer mais depois”, diz.

Vale lembrar também que ninguém espera sair de uma vacinação ou de um exame com agulhas de forma relaxada e feliz. “Esse momento não é prazeroso, ele envolve dor”, avalia Pavani. Mas os benefícios que virão a partir dessa atitude devem ser levados em conta na tomada de decisão. “Nem sempre vamos estar livres da insegurança, mas ter alguém do nosso lado para falar ‘estou com medo com você’, ajuda”, diz.

 

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Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/07/23/apoio-moral-ajuda-a-reduzir-incomodo-na-hora-da-vacina-entenda.htm

 

 

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Sobre o Autor

Sergio Enrique mostrando cérebro na hipnose

Prof. Sergio Enrique Faria

Sergio Enrique Faria é diretor do Estúdio da Mente. Psicanalista, Parapsicólogo, Hipnoterapeuta, Coach, Trainer e Master Practitioner Internacional em PNL – Programação Neurolinguística.
Doutorando em Ciências da Educação, Mestre em Comunicação, Pós-graduado em Neurociência Clínica e Educacional. Pós-graduado em Neuropsicologia, Pós-graduado em Neuropsicopedagogia, Pós-graduado em Psicanálise Clínica, Pós-graduado em Didática e Metodologia do Ensino Superior, Pós-graduado em Comércio Exterior e Bacharel em Administração de Empresas, Líder de Aprendizagem certificado pela Harvard University (EUA).
Palestrante, treinador e Professor universitário em cursos de pós-graduação e MBA. Autor e coautor dos livros: “Vendas e Negociação com PNL – como entrar nas mentes de seus clientes”. “Manual completo de PNL – Estratégias de grandes especialistas da Programação Neurolinguística para alcançar a excelência” e “Educação 2008 – As mais importantes tendências na visão dos mais importantes educadores”. 

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