O cérebro descansa?

Cérebro dormindo

Todos nós já nos perguntamos se o cérebro descansa. Os neurocientistas dizem que essa máquina perfeita nunca para de funcionar. No entanto, em determinados momentos, pode alterar os seus padrões elétricos e a sua conexão neural.

Será que o cérebro descansa? Muitas vezes nos aconselham a “desligá-lo”, a reduzirmos a sua atividade. No entanto, precisamos entender que mesmo em um estado de calma, como quando praticamos meditação ou quando descansamos à noite, esse órgão sensacional nunca para de funcionar. No entanto, as suas ondas elétricas e o modo como exerce as suas conexões neurais podem variar.

Todo organismo vivo está em constante funcionamento. Cada célula realiza mudanças metabólicas constantes e, portanto, o termo “repouso” é claramente inviável em qualquer órgão que, obviamente, esteja ligado à vida. Se a atividade de uma célula parar, ela morre. Agora, mesmo sabendo disso, nos perguntamos se o nosso cérebro faz uma pausa em algum momento.

A questão obedece a motivações diferentes. Uma delas é porque, muitas vezes, achamos que temos controle absoluto sobre esse órgão. Como uma entidade onde o nosso raciocínio, desejos, projetos e decisões são articulados, passamos a acreditar que temos algum controle sobre ele, quando na realidade não é assim.

Quando dormimos, ele não dorme. Na verdade, ele está incrivelmente ativo. Além disso, por mais impressionante que pareça, naqueles momentos em que experimentamos mais estresse e ansiedade ele apresenta uma maior desconexão, porque não consegue estar ciente de tantos estímulos. Por isso, temos falhas de memória, falta de atenção… É uma máquina perfeita que merece ser conhecida em profundidade.

O cérebro descansa em algum momento?

O cérebro tem uma função vital, assim como todas as células vivas, tecidos, órgãos e sistemas do nosso corpo. No entanto, além das tarefas simples relacionadas ao metabolismo, produção de proteínas, consumo de oxigênio e outras tarefas essenciais para a vida, o cérebro tem outros objetivos.

Ele abriga aqueles centros de poder onde articulamos a cognição, a consciência e todos os processos inconscientes sobre os quais não temos controle. O cérebro está constantemente ocupado, tanto nas fases de vigília quanto de sono. Mesmo estando na fase REM, a sua atividade elétrica é muito intensa, lembrando, portanto, que ele nunca descansa.

A energia escura do cérebro e a atividade inconsciente

O Dr. Marcus E. Raichie, neurologista da Universidade de Washington, em St. Louis, Missouri, chamou esses processos e decisões que muitas vezes realizamos sem estarmos plenamente cientes deles de “energia escura”. Um exemplo: estamos cochilando e, de repente, uma mosca pousa no nosso nariz.

Em menos de um segundo, somos capazes de afastar o inseto com um tapa. Nós não tivemos que pensar sobre isso, a resposta é automática. Além disso, o famoso David Eagleman explica em seu livro ‘Incógnito’ que, para saber se o cérebro repousa, devemos entender um aspecto simples. Se ele o fizesse, deixaríamos de ser tudo o que somos. Além disso, somos forçados a supor que há, de fato, um lado obscuro nesse órgão, uma dimensão velada sobre a qual não temos controle algum.

Como disse Sigmund Freud, o cérebro e a mente humana são, em grande parte, governados por tarefas e atos inconscientes; aqueles sobre os quais não temos controle.

O cérebro na fase do sono e a compartimentação das sinapses

Nós já sabemos que o cérebro não dorme à noite. Não importa se estamos atolados nas profundezas do universo onírico: ele permanece incrivelmente ativo. No entanto, há um fato interessante: ele funciona de forma diferente e “permite” que algumas células descansem. Giulio Tononi, especialista no estudo da consciência e de distúrbios do sono da Universidade de Wisconsin-Madison, realizou um estudo para demonstrar algo muito interessante.

Dizer que o cérebro descansa à noite é uma “meia verdade”. Na verdade, ele não descansa, mas apresenta uma atividade elétrica muito intensa; envia ordens para uma série de células e regiões do cérebro descansar. Ou seja, o cérebro permite que pequenas áreas “descansem”.

É o que se conhece como “compartilhamento”. Neste trabalho, Giulio Tononi demonstra que certas sinapses que não são úteis durante a noite são desligadas. Dessa forma, no dia seguinte, elas são reativadas de forma mais intensa e saudável.

Além disso, esse compartilhamento permite ativar outras áreas que facilitarão a integração de informações, que formará, por exemplo, parte da nossa memória de longo prazo.

O cérebro não descansa, mas você pode ajudá-lo a trabalhar melhor

Além da clássica questão de saber se o cérebro repousa ou não, também é comum que tenhamos curiosidade sobre se há alguma maneira de torná-lo mais eficiente. Dessa forma, algo que devemos ter claro é que a hiperestimulação é um dos seus piores inimigos. Sofrer situações estressantes, preocupações constantes ou estar sempre nas telas de nossos dispositivos eletrônicos causa um sério impacto na saúde cerebral.

Portanto, o ideal é fazer atividades que promovam estados de harmonia. Existem processos que equilibram as suas funções, que o estimulam de maneira positiva e potencializam as suas capacidades. São os seguintes:

  • Meditação.
  • Caminhada
  • Sonhar acordado.
  • Um cochilo de 20 minutos.
  • Realizar atividades agradáveis: ler, desenhar, andar na natureza, conversas interessantes…

Para concluir, lembremos mais uma vez que o cérebro nunca descansa. No entanto, mesmo que ele não o faça, isso não significa que nós também não devamos fazê-lo. Seguir as mesmas rotinas, cuidar das nossas emoções e da nossa higiene do sono é a chave para o bem-estar do cérebro (e o nosso).

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Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/o-cerebro-descansa/

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Sobre o Autor

Sergio Enrique mostrando cérebro na hipnose

Prof. Sergio Enrique Faria

Sergio Enrique Faria é diretor do Estúdio da Mente. Psicanalista, Parapsicólogo, Hipnoterapeuta, Coach, Trainer e Master Practitioner Internacional em PNL – Programação Neurolinguística.
Doutorando em Ciências da Educação, Mestre em Comunicação, Pós-graduado em Neurociência Clínica e Educacional. Pós-graduado em Neuropsicologia, Pós-graduado em Neuropsicopedagogia, Pós-graduado em Psicanálise Clínica, Pós-graduado em Didática e Metodologia do Ensino Superior, Pós-graduado em Comércio Exterior e Bacharel em Administração de Empresas, Líder de Aprendizagem certificado pela Harvard University (EUA).
Palestrante, treinador e Professor universitário em cursos de pós-graduação e MBA. Autor e coautor dos livros: “Vendas e Negociação com PNL – como entrar nas mentes de seus clientes”. “Manual completo de PNL – Estratégias de grandes especialistas da Programação Neurolinguística para alcançar a excelência” e “Educação 2008 – As mais importantes tendências na visão dos mais importantes educadores”. 

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