Artigo atualizado em 25/08/2026
O que a ciência diz hoje sobre orientação sexual e biologia
O estudo do Instituto Karolinska, citado no artigo, foi um marco importante quando publicado — mas a ciência avançou desde então. Hoje, a comunidade científica entende a orientação sexual como um fenômeno **multifatorial**, e não como resultado de uma única variável cerebral isolada.
O que as pesquisas mais recentes indicam
– **Genética**: estudos com gêmeos apontam contribuição genética parcial, mas não determinante isolada.
– **Hormônios pré-natais**: o ambiente hormonal durante a gestação parece influenciar o desenvolvimento de estruturas cerebrais ligadas à orientação sexual.
– **Neuroanatomia**: pesquisas posteriores ao estudo sueco, usando morfometria cerebral, encontraram diferenças estruturais consistentes entre grupos, reforçando a hipótese biológica.
O consenso científico atual é que a orientação sexual **não é uma escolha** e **não é alterável por meio de terapia** — posição sustentada pelos principais conselhos de psicologia e psiquiatria no Brasil e no mundo.

Por que isso importa na prática clínica.
Entender a base biológica da orientação sexual é relevante para quem busca hipnoterapia ou terapia por outros motivos: ansiedade, autoestima, relacionamentos. Um bom profissional trabalha esses temas sem tentar “corrigir” a orientação do paciente, porque não é isso que a ciência sustenta, nem o que a ética profissional permite.
Da mesma maneira, cérebro de lésbica parece o de um homem heterossexual.
Estudo dá as provas mais sólidas de que a orientação sexual é característica biológica.


Tomografia por emissão de pósitrons revela que fluxo de sangue na área do cérebro que controla emoções de homossexuais é parecido com o do sexo oposto.
O cérebro de um homem gay é mais parecido com o de uma mulher do que com o de um homem heterossexual. É o que mostra um estudo feito na Suécia e divulgado nesta segunda-feira (16), que revelou as provas mais sólidas até hoje de que a sexualidade não é uma opção, mas uma característica biológica.
A equipe de Ivanka Savic, do Instituto Karolinska, mostrou, com a ajuda da ressonância magnética, que o tamanho e a forma do cérebro variam de acordo com a orientação sexual. O cérebro de um homem gay parece o de uma mulher hétero – com os dois hemisférios mais ou menos do mesmo tamanho. O de uma lésbica, no entanto, parece o de um homem hétero – pois os dois têm o lado direito um pouco maior que o esquerdo.
Trabalhos anteriores já tinham detectado uma diferença na atividade cerebral, mas eles analisaram apenas a resposta sexual dos indivíduos. Por exemplo, na hora de ver um rosto atraente. Esse tipo de coisa, afirma Savic, pode ter sido “aprendida” ao longo dos anos. Por isso, a pesquisadora preferiu estudar parâmetros fixos, como o tamanho e a forma do cérebro, que se mantêm os mesmos desde o nascimento.
A equipe também analisou o fluxo de sangue na amígdala, a área do cérebro que controla o aprendizado emocional, o humor e a agressividade. Novamente, o padrão masculino homossexual correspondeu ao feminino heterossexual e vice-versa.
Ao todo, o grupo estudou 90 participantes (25 heterossexuais e 20 gays de cada um dos sexos). Os resultados foram apresentados na edição desta semana da revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”.
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Orientação sexual, homem gay tem cérebro feminino, comprova estudo.
Fonte: G1 Globo




